IDADE CLÁSSICA!

As escavações revelam o imenso exército de Terracota.
As escavações revelam o imenso exército de Terracota.

O EXÉRCITO DE TERRACOTA

 


O Exército de Terracota foi descoberto em 1974 a vários quilômetros da cidade de Xian (outrora a maior cidade do planeta), enqaunto um agricultor fazia um trabalho de irrigação. Este trabalhador estava cavando um poço de água no monte Lishan, onde encontrou algumas das estátuas. Bem, vejamos esta interessante história, onde num túmulo de um imperador havia centenas de estátuas militares.

 

Qin Shi Huang Di foi o primeiro imperador de uma China unida. Ele foi responsável por várias mudanças em todo o sistema social, político e economico da China. A linhagem deste imperador governou de 211 a 206 AEC. Com sua morte em aproximadamente 210 AEC, foi enterrado num grande túmulo abaixo de uma pirâmede de pedras, que tem cerca de 47 metros de altura por 2 quilômetros de extensão (ou seja, cerca de quinhentos metros para cada lado da base desta pirâmede). Acredita-se que a contrução deste túmulo levou por volta de 38 anos, e o ínicio da construção é datado em cerca de 246 AEC.

 

Assim como todo túmulo de um imperador que se preze, este também continha várias salas e recintos, e também é cercado por uma muralha.

 

 

O Imperador
O Imperador

Vários trabalhadores foram encontrados neste túmulo, eles tinham consigo seus instrumentos de trabalho. Acredita-se que foram ali mortos e enterrados para não revelar a ninguém a possível localização de tesouros.

 

Historiadores afirmam que junto do imperador pode-se encontrar algumas esferas, que podem simbolizar elemntos como as estrelas, mares, entre outras coisas.

As estátuas estão pocisionadas em formação militar. E muitos dos artefados ali encontrados foram feitos manualmente. Mas alguns eram feitos através de moldes.

 

O túmulo tem mais de sete mil soldados e cavalos de terracota, e cerca de 100 veículos bélicos feitos de madeira. O exército está a cerca de um quilômetro e meio ao leste de onde o imperador está enterrado.

 

Mas por que um exército em um túmulo? Bem, assim como os egiícios e várias outras culturas antigas e também atuais, os chineses também acreditavam na vida após a morte, e por colocarem um exército ali enterrado com seu imperador, eles achavam que ele estaria protegido para onde quer que fosse.

 

POR ALX

Conhecida pelos historiadores como a primeira civilização, a Suméria prosperou às margens dos rios Tigre e Eufrates, no centro do Oriente Médio.
Conhecida pelos historiadores como a primeira civilização, a Suméria prosperou às margens dos rios Tigre e Eufrates, no centro do Oriente Médio.

CIVILIZAÇÃO SUMÉRIA


Ainda não se sabe quem eram os primeiros Sumérios, de onde vieram e quando chegaram ao vale do Tigre-Eufrates. De pele clara e cabelo escuro eles provavelmente se originaram de uma região a leste ou nordeste da Mesopotâmia e seu idioma tinha parentesco com outro falado nas proximidades do mar Cáspio e passaram a estabelecer as suas primeiras aldeias de agricultores. De qualquer modo, os primeiros sumérios se concentraram na extremidade sul do vale, às margens dos pântanos que cobriam a maior parte do delta por onde o Tigre e o Eufrates desembocam no golfo Pérsico.

Os primeiros colonos sumérios logo descobriram que as chuvas de inverno faziam com que o deserto florescesse de modo luxuriante antes de voltar a ser calcinado pelo sol de verão. O solo ao longo das margens dos rios era um dos mais férteis do mundo, profundo e rico em minerais trazidos das montanhas onde  se localizam as nascentes do Tigre e o Eufrates. Nesse aluvião, livre das pedras e tocos que afligiam os agricultores de outras regiões, legumes, trigo e cevada cresciam com facilidade. Além disso, o solo era freqüentemente enriquecido por novas camadas de sedimentos trazidos pelas enchentes de primavera. Os sumérios só precisavam aprender a manter os brotos vivos durante os verões tórridos e secos.

Trabalhador sumério usando um "shaduf" para retirar água do rio.
Trabalhador sumério usando um "shaduf" para retirar água do rio.

As primeiras tentavivas de irrigação foram modestas; eles simplesmente usavam vasilhas para levar água dos rios até pequenos lotes de terra. Mais tarde, os agricultores cavaram estreitas fendas nos diques naturais que haviam se formado, no decorrer dos séculos, ao longo das nargens dos rios, desviando assim parte da correnteza. Eles também construíram pequenas represas de barro, a fim de fazer com que a água se acumulasse em açudes. Desses açudes ela podia ser transferida para as valas de irrigação por meio do shaduf, um dispositivo semelahante a uma balança, com uma caçamba presa a uma das pontas da trave superior e um contrapeso na extremidade oposta.

Em pouco tempo, essas valas de irrigação alcançavam todos os campos próximos aos rios; em seguida, grupos de trabalhadores escavaram longos canais que tornaram possível levar água até plantações a quilômetros dos rios.

Modificações na forma do arado aumentaram a produtividade do agricultor sumério, alguns arados eram equipados com funis que permitiam a semeadura assim que o solo era revolvido.
Modificações na forma do arado aumentaram a produtividade do agricultor sumério, alguns arados eram equipados com funis que permitiam a semeadura assim que o solo era revolvido.

Quando passaram a cultivar campos cada vez mais distantes das terras úmidas e moles às margens dos rios, os sumérios inventaram uma ferramenta indispensável ao cultivo de solos mais duros - o arado. Até então, os agricultores faziam furos na terra, com galhos pontudos ou chifres de animais, a fim de colocar as sementes. Os primeiros arados sumérios não passavam de galhos de árvores retorcidos; um indivíduo o puxava enquanto outro o empurrava, forçando a extremidade retorcida contra o solo e abrindo, assim, um sulco. Com o passar do tempo os agricultores desenvolveram um arado de cobre e nele atrelaram bois, unindo o cultivo da terra à criação de animais, após isso passaram a usar outra ferramenta ainda mais resistente, feita de bronze (liga de cobre e estanho), que lhes permitia cultivar trechos mais extensos.

Enquanto a exploração agrícola se expandia, a construção de redes de canais e diques requeria o esforço conjunto de muitos trabalhadores e exigia a cooperação de toda a comunidade. Antes da Suméria, tanto no caso dos pastores nômades quanto no dos primeiros agricultores, a unidade de trabalho tradicional havia sido a família ou o clã. Mas, trabalhando isoladamente, as famílias ou os clãs eram incapazes de construir e manter complexos sistemas de irrigação. Os indivíduos foram, portanto, obrigados a somar seus esforços e, sem esquecer antigos vínculos de parentesco, reconhecer lealdades mais amplas - à aldeia, ao vilarejo, e por fim, à cidade. O agrupamento em comunidades sempre maiores deu origem à interação e à inovação que engendram a vida civilizada.

Simultaneamente, a escala de seus projetos de irrigação contribuiu para que os sumérios adotassem cada vez mais a especialização (a divisão do trabalho) que tem sido a característica de todas as civilizações. Os campos da Suméria produziam safras tão abundantes que nem todos precisavam cultivá-los. Assim, surgiram administradores, ou planejadores, homens que projetavam os canais e os diques e garantiam que o fluxo de água alcançasse seu destino. Esses especialistas desenvolveram uma nova tecnologia: instrumentos para medir e calcular variações no terreno e no fluxo da água, além da própria matemática necessária para a manipulação dessas mensurações. Os primeiros administradores provavelmente também ajudaram a aperfeiçoar o arado, que passou a ser construído com metais de áreas montanhosas ricas em minérios. Todos os metais vinham de regiões distantes; a profunda e fértil terra negra da planíciea do Tigre-Eufrares não possuiam depósitos de nenhum dos minérios com os quais se poderia produzir cobre, estanho ou ferro.

Os revolucionários métodos agrícolas dos sumérios também os encorajaram a desenvolver a ciência da astronomia, observando e comparando os movimentos do Sol e da Lua de modo a estabelecer um calendário confiável, o calendário que eles adotaram, baseado em meses lunares de 28 dias, previa com bastante exatidão o início das estações e indicava aos agricultores o melhor momento de semear e colher.

Roda suméria em um modelo de carro usado em oferendas funerárias.
Roda suméria em um modelo de carro usado em oferendas funerárias.

É provável também que os sumérios sejam merecedores do crédito por outra importante realização tecnológica, a invenção da roda. Tudo indica que a roda tenha sido empregada pela primeira vez na confecção de objetos de cerâmica. Os artesãos colocavam um bloco de argila em uma plataforma horizontal equilibrada sobre um eixo, e então a giravam enquanto modelavam com as mãos utensílios redondos(como os ceramistas fazem até hoje). Os sumérios foram os primeiros a inclinar as rodas dos ceramistas e adaptá-las para as locomoções. A roda permitiu que os agricultores cultivassem campos cada vez mais distantes da aldeia ou da cidade. Um boi, ou um burro, atrelado a uma carroça com rodas transportava uma carga três vezes mais pesada do que aquela conseguia carregar no lombo ou arrastar num trenó.

Estatueta votiva de Nippur para orar aos deuses
Estatueta votiva de Nippur para orar aos deuses

Enquanto alguns especialistas procuravam ampliar a produção agrícola, outros se concentravam em questões espirituais. Uma classe sacerdotal cada vez mais numerosa elaborou um sistema cosmológico completo que explicava todos os aspectos relativos ao homem e a natureza. A religião suméria revelou-se tão poderosa que sobreviveu por milênios, influenciando de modo marcante os inúmeros povos que ocuparam a Mesopotâmia.

Os deuses não eram considerados iguais. Os mais importantes formavam um quarteto que controlava o que os sumérios acreditavam serem os quatro principais domínios da natureza: o céu, o ar, a terra e a água. E, dessas quatro divindades, uma sempre reinava absoluta. No início, o mais poderoso entre os deuses era Anu, soberano do céu. Mais tarde ele foi suplantado por Enlil, deus do ar.

Todos os deuses sumérios, tanto os maiores quanto os menores, eram dotados das mesmas condições e necessidades físicas dos seres humanos. As divindades sumérias comiam, bebiam, amavam, casavam-se e discutiam entre si. Elas também comunicavam a raça humana seus variados desejos e inteções, fazendo com que seus respectivos sacerdotes e sacerdotisas se inteirassem por meio de augúrios como, por exemplo, a forma do fígado de ovelhas sacrificadas.

Instalada no palácio de Mari, uma cidade-estado às margens do Eufrates esta estatueta de uma deusa era também uma fonte a água saia pela vasilha nas mãos.
Instalada no palácio de Mari, uma cidade-estado às margens do Eufrates esta estatueta de uma deusa era também uma fonte a água saia pela vasilha nas mãos.

Essa religião não era particularmente esperançosa. Os sumérios acreditavam que os seres humanos haviam sido moldado pelos deuses, a partir da argila, unicamente para servirem como escravos. O malogro em obter as boas graças das divindades poderia provocar catástrofes: enchentes, secas, pestes ou ataques das tribos das montanhas. Como tais catástrofes atingiam com freqüência os sumérios, o medo provocava no povo da planície uma angústia crônica. Isso contribuiu para aumentar o poder da religião, beneficiando os sacerdotes e seus templos. Generosas oferendas aos celeiros dos templos e inquestionável obediência aos sacerdotes eram as únicas maneiras de aplacar a ira dos deuses.

Os templos destacavam-se, em geral, como as edificações mais proeminentes das cidades. No início, eles tinham proporções modestas, eram construções retangulares com um único aposento, feitas do mesmo tijolo de argila que os sumérios usavam em suas casas. Mas quase sempre eram erigidos sobre plataformas acima das construções circundantes. Depois, à medida que as comunidades prosperavam e cresciam, os templos também se expandiram, erguendo-se em direção ao céu sobre a forma de estrutuiras piramidais de diversos andares: os zigurates.

A forma característica dos zigurates originou-se dos processos de reconstrução dos templos. Quando desmoronava um templo, as ruínas serviam de alicerces para um novo templo. Ao longo dos séculos, a seqüência de edifícios construídos sobre as ruínas de outros acabou por se assemelhar a uma série de degraus gigantes. Os arquitetos sumérios por fim apropriaram-se dessa concepção em degraus, utilizando-a em seus templos maiores e mais imponentes.

O deus da água Enki é retratado neste sinete com peixes saltando por seus ombros, a figura alada é Inanna, deusa do amor e da guerra e o deus-sol Utu pode ser visto com seu torso elevando-se por trás de uma cadeia de montanhas.
O deus da água Enki é retratado neste sinete com peixes saltando por seus ombros, a figura alada é Inanna, deusa do amor e da guerra e o deus-sol Utu pode ser visto com seu torso elevando-se por trás de uma cadeia de montanhas.
Inanna
Inanna
Enki
Enki
O deus-sol utu iluminando o mundo com raios que saem de suas costas também era conhecido como deus da justiça
O deus-sol utu iluminando o mundo com raios que saem de suas costas também era conhecido como deus da justiça

O interior desses zigurates não eram menos impressionantes. Os artistas retratavam seus concidadãos em afrescos e esculturas refinadas, que adornavam as predes dos inúmeros aposentos dos templos. As maiorias dos homens retratados nessas cenas usavam barba longa e encaracolada e cabelo longo e partido ao meio; com freqüência tinham o tronco nu e vestiam uma espécie de saiote apertado na cintura. As mulheres prendiam as tranças de cabelo em torno da cabeça e usavam tunicas justas presas aos ombros, deixando aparecer apenas o braço direito.

Ninhursag
Ninhursag
O grande zigurate de Ur construído com tijolo de adobe era dedicado a deusa Nanna uma divindade lunar cuja estatua no topo do templo era lavada vestida e alimentada por sacerdotes
O grande zigurate de Ur construído com tijolo de adobe era dedicado a deusa Nanna uma divindade lunar cuja estatua no topo do templo era lavada vestida e alimentada por sacerdotes

A ampliação dos templos acompanhou o crescimento de sua importância social. Os templos possuiam quantidade considerável de terras. Parte delas era cultivada pelos próprios sacerdotes; parte era oferecida aos altos funcionários do governo, para a obtenção de favores políticos; o restante era arrendado, em troca de uma participação na safra. Essas colheitas, juntamente com os cereais doados pelos agricultores ansiosos para agradar aos deuses, proporcionavam a classe sacerdotal um grande poder econômico. Os celeiros dos templos sustentavam não apenas os sacerdotes mas também quem se encontrava em situação difícil como viúvas e órfãos além de outros.

Alimentar apenas quem vivia nos templos não era terefa fácil, pois o corpo eclesiástico se expandiu de maneira constante ao longo dos séculos. Os templos maiores passaram a necessitar de um administrador leigo, para manter o edifício e as finanças em ordem, de um supremo sacerdote ou sacerdotisa para cuidar dos assuntos menos "mundanos". Logo abaixo na hierarquia vinham os sacerdotes ou sacerdotisas cujo deceres incluíam a condução das cerimônias diárias de oferenda de comida e bebida à divindade ou de louvação com músicas instrumentais ou cantadas.

Mas isso foi apenas o começo. Cada vez mais acompanhando o crescimento econômico da Suméria, os templos passaram a se assemelhar a cidades em miniatura. Além dos sacerdotes e de outros elementos envolvidos nos ritos religiosos, também moravam no templo cantores e músicos. Havia, ainda, os indivíduos responsáveis pelas tarefas domésticas, como cozinheiros, criadas, tecelões e carredores de pátio. Pequenos exércitos de trabalhadores agrícolas, ,uitos dos quais escravos, cultivavam as terras do templo e cuidavam dos celeiros; funcionários seculares administravam os interesses econômicos. Artesãos eram contratados para produzir objetos de cerâmica, móveis, ferramentas de metal e outros artigos. A munificência do clero era enorme; por exemplo, o  templo de Lagash fornecia uma ração diária de pão e cerveja a nada menos do que 1200 pessoas.

Tão importantes quanto os sacerdotes eram os mercadores viajantes, cuja sobrevivência também dependia dos excedentes agrícolas. Eles trocavam os cereais e a lã da Suméria pelas matérias-primas que não existiam em sua nação (observe o artigo "A História da Moeda" mais abaixo).

As expedições comerciais lançavam mão de todo meio de transporte disponíveis. Faziam balsas, atando os troncops de árvores com cordas; para aumentar sua capacidade de flutuação, prendiam bolsas de pele de animais infladas. Outros conduziam caravanas de burros através da Síria até a costa do Mediterrâneo e, na direção oposta, através das gargantas dos montes Zagros até as terras das tribos elamitas. Navegavam pelo gofo Pérsico em barcos à vela (possivelmente outra invenção da Suméria), avançando no mar da Arábia até Omã. Por fim, alguns deles viajaram tão longe na direção leste que alcançaram o vale do rio Indo.

Esses intrépidos mercadores retornavam não só com matérias-primas como minérios, pedras e madeira, mas também com itens exóticos (pentes de marfim do vale do Indo e contas de cornalina de Elam) que contribuiam para a variedade e a excitação dos bazares mesopotâmicos. Além disso, os mercadores eram intermediários de um produto menos tangível, mas igualmente importante: idéias. Eles ampliaram o horizonte intelectual dos sumérios ao trazerem para casa histórias de povos estrangeiros, linguas estranhas e costumes diferentes. De modo similar, eles fertilizaram intelectualmente outras terras, deixando atrás de si a marca da cultura suméria.

Sentado num pátio sob o zigurate de Ur, o escriba registra a doação de uma saca de cereal ao templo do deus da lua, Nanna. Cada doação era registrada duas vezes em placas de argila: uma ficava com o doador e a outra ficava nos arquivos do templo.
Sentado num pátio sob o zigurate de Ur, o escriba registra a doação de uma saca de cereal ao templo do deus da lua, Nanna. Cada doação era registrada duas vezes em placas de argila: uma ficava com o doador e a outra ficava nos arquivos do templo.

Das necessidades da religião, do comércio, e do governo, surgiu a realização mais extraordinária da Suméria: a invenção da escrita. Os sacerdotes descobriram que precisavam de um método de preservação de registros, a fim de por exemplo, saberem quais agricultores já haviam feito suas contribuições anuais de cevada. Os mercadores tinham que relacionar a quantidade de cereais enviada ao estrangeiro para trocas. Os administradores necessitavam de registro de levantamentos topográficos e atividades cívicas. Para preservar essas informações, os escribas, usando afiados estiletes de junco, gravavam marcas em placas feitas da matéria-prima mais abundante na Suméria: a argila. Eles trabalhavam com a argila ainda úmida e mole, após o cozimento da placa, as marcas tornavam-se inalteráveis. O que os primeiros escribas gravavam nas placas eram pictogramas, hábeis esboços de objetos e criaturas do dia-a-dia, tais como bois e feixes de cevada. Eles também desenhavam pessoas. Essas palavras-imagens registravam, em sua maioria, assuntos mundanos, como a quantidade de cereal envolvida numa transação comercial

(continuarei...)

POR JGP

 

Ruínas do Areópago na cidade de Atenas.
Ruínas do Areópago na cidade de Atenas.

ALFABETO GREGO


Α  α   alfa
Β  β ϐ beta
Γ  γ   gama
Δ  δ   delta
Ε  ε   épsilon
Ζ  ζ   dzeta
Η  η   eta
Θ  θ ϑ teta
Ι  ι   iota
Κ  κ   capa
Λ  λ   lambda
Μ  μ   mi

Ν  ν   ni
Ξ  ξ csi
Ο  ο   ômicron
Π  π   pi
Ρ  ρ   rô
Σ  σ ς sigma
Τ  τ   tau
Υ  υ   ípsilon
Φ  φ   fi
Χ  χ   qui
Ψ  ψ   psi
Ω  ω ômega

Por ALX

Sargão
Sargão

Os Acadianos

 

Originam-se de tribos semitas que habitavam o norte da Mesopotâmia a partir de 2400 a.C.. Sob o reinado de Sargão, conquistam e unificam as cidades-estados sumérias, inaugurando o I Império Mesopotâmico.Os acádios, grupos de nômades vindos do deserto da Síria, começaram a penetrar nos territórios ao norte das regiões sumérias, terminando por dominar as cidades-estados desta região por volta de 2550 a.C.. Mesmo antes da conquista, porém, já ocorria uma síntese entre as culturas suméria e acádia, que se acentuou com a unificação dos dois povos. Os ocupantes assimilaram a cultura dos vencidos, embora, em muitos aspectos, as duas culturas mantivessem diferenças entre si, como por exemplo - e mais evidentemente - no campo religioso.

 

Por ALX

 

Flávio Josefo
Flávio Josefo

HISTÓRIA DOS HEBREUS- FLÁVIO JOSEFO

 

Flávio Josefo foi um escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103d.C. Seu pai era sacerdote, e sua mãe descendia da casa real hasmoneana. Portanto, Josefo era de sangue real. Ele foi muito bem instruído nas culturas judaica e grega. Falava perfeitamente o latim — o idioma do Império Romano — e também o grego. Logo cedo, demonstrou intenso zelo religioso, filiando-se ao grupo religioso dos fariseus. Durante toda a sua vida, a sua terra e o seu povo estiveram sob o domínio romano.Em 66 d.C, irrompeu uma revolta dos judeus contra os romanos, e josefo foi enviado para dirigir as operações contra os dominadores, na turbulenta Galileia. Aí ele logrou algumas vitórias, mas logo foi derrotado, rendendo-se ao exército romano. Finda a guerra, foi conduzido a Roma, onde lhe conferiram a cidadania romana e também uma pensão do Estado, época em que lhe foi dado o nome romano de Flávio. Ele viveu em Roma até o fim de sua vida, escrevendo a obra que atravessaria os séculos e chegaria até nós. Depois da Bíblia, é amaior fonte de informações sobre os impérios da Antigüidade, o povo judeu e o Império Romano. As obras de Josefo vêm sendo preservadas e divulgadas pela Igreja cristã, uma vez que os judeus até hoje consideram josefo um oportunista, devido ao seu relacionamento com os romanos. Qualquer estudante da Bíblia encontrará em Flávio Josefo descrições minuciosas de personagens dos Evangelhos e de Atos do Apóstolos, tais como Pilatos, os Agripas e os Herodes. A história desses personagens e inúmeros pormenores do mundo greco-romano, relatados nesta obra, receberam surpreendente confirmação com as recentes descobertas de Qunram e Massada,em Israel, as quais conferiram aos relatos de Josefo uma credibilidade ainda maior. 

A HISTÓRIA DA MOEDA

Nos tempos antigos, levado pelas necessidades, o homem trabalhava criando certas utilidades. Produzindo certos bens em excesso, faltando-lhe outros.

Diante disso começou a trocar o que tinha em demasia, isto é, trocava o excesso por aquilo de que necessitava, a moeda era uma mercadoria qualquer, como o chá na China antiga, o arroz no Japão, o sal (que deu origem a palavra “salário”) em certas regiões da África, etc. Variando em cada povo, foram as mercadorias que serviram para facilitar as trocas.

Nessas épocas o gado era um elemento constante de permuta, um indicativo disso é que a palavra latina para dinheiro (pecunia) deriva de pecus, que significa "gado", ou ainda, cabeça (de gado) que deu origem a palavra “capital”.

Mas isso tinha alguns inconvenientes, pois para que o sistema funcionasse, as duas partes tinham de estar interessadas nas mercadorias umas das outras. Muitas dessas mercadorias, entretanto, estragavam-se com facilidade, enquanto que outras, muito volumosas, dificultavam a sua aceitação devido às dificuldades de transporte. Mesmo as necessárias e aceitas como animais ou sacos de cereais era necessário transportar até suas cidades, o que era um incômodo.

Assim, reconheceu-se a necessidade de se encontrar uma mercadoria que trouxesse mais facilidade no seu manuseio e ainda que fosse um objeto de luxo e de grande valor.

Logo que o homem dominou o metal, passou a utilizá-lo para fabricar armas e outros utensílios, por sua utilidade, por sua durabilidade e por sua divisibilidade, o metal tornou-se, entre as culturas que o conheciam, o principal padrão de valor, ao ouro foi atribuída essa qualidade de metal monetário (por sua semelhança com o sol), também fosse a prata (que diziam ser semelhante à lua), embora alguns achassem que esses metais tinham poderes mágicos é bem provável que foram adquirindo esse valor devido à sua raridade, além disso passaram a usar o cobre puro ou fundido com estanho para formar o bronze.

Com o aparecimento da moeda a troca passou a ser indireta, ou seja, trocava-se a moeda pela mercadoria desejada.

A moeda é considerada uma instituição social, ou seja, criada para maior facilidade da vida entre as pessoas.

A palavra "moeda" deriva do nome da deusa romana Juno Moneta, em cujo templo fabricavam-se as moedas de Roma. A palavra "dinheiro" é sinônima de "moeda" e se origina da palavra latina "denarius", nome de uma das moedas romanas.

A cunhagem oficial da primeira moeda data (segundo muitos historiadores) provavelmente do século VII AEC, pelo rei da Lídia (hoje na Turquia) chamado Gigas, cunhando moedas de ouro em relevo.

Quase simultaneamente, os chineses passaram a produzir uma forma primitiva de moeda, reproduzindo-as com a aparência de instrumentos usados para trabalhar com a terra.

Para produzir moedas nos tempos antigos era necessário que os trabalhadores (1) retirassem o metal derretido de um forno (2) e o derramasse em moldes, produzindo peças em forma de discos. Depois (3) eles colocavam os discos em outro tipo de molde, com símbolos e imagens em relevo. A seguir, (4) martelavam os discos para gravar os símbolos e as imagens. A velocidade do processo muitas vezes resultava em moedas com a imagem fora do centro. Então, os trabalhadores (5) separavam e pesavam as moedas para terem certeza de que o valor era condizente. Se necessário, removia-se o excesso de metal.

As primeiras moedas eram consideradas unidades de peso e eram fabricadas em forma de barras, anéis, cubos, lingote e, para serem utilizados nas operações comerciais, necessitava-se de uma balança.

Assim mesmo, verificaram-se falsificações, pois alguns que entravam em contato com a moeda faziam reduções de peso na parte não cunhada raspando o ouro, o que levou as autoridades à adoção do critério de fazer a moeda em forma de discos cunhados dos dois lados e em toda a superfície.

Para evitar o trabalho de pesagem, alguns comerciantes passaram a marcar nos cubos, nas barras, puncionados com indicação de peso e qualidade, a sua firma ou o seu nome, de sorte que, ao serem reconhecidas, eram recebidas com toda confiança.

Não demorou muito e trabalhadores de vários países começaram a produzir moedas em grande quantidade. Espalharam-se por toda a parte e antes de Jesus Cristo já era comum a moeda de cunho oficial em todos os países.

Na época atual, a cunhagem das moedas está a cargo do Estado, que dá as moedas o caráter oficial, assegurando a sua circulação e aceitação por todos os cidadãos.

Com o decorrer dos tempos notou-se que as moedas podiam ser substituídas por cédulas ou notas, as quais eram trocadas por ouro, quando necessário. Quando o Estado emitia essas notas ou cédulas, depositava no Tesouro um valor igual em ouro em forma de barras ou moedas.

A essa nota ou cédula conversível em ouro, dá-se o nome e de moeda-papel. Entretanto, poucas pessoas procuram trocar moeda-papel por ouro, razão essa que fez os estados emitirem 2/3 a mais de moeda-papel do que tem de ouro em seus tesouros.

Muitos países, entretanto, em certas épocas de crise, passaram a emitir em larga escala, sem poder oferecer a essas moedas uma garantia para sua conversão em ouro. A essa moeda desvalorizada dá-se o nome de papel-moeda, com algum valor apenas no país em que foi emitida, mas pouco fora de suas fronteiras.

Vários tipos de moedas podem circular no mesmo país. Ao conjunto de dispositivos legais de um país que regula o tipo, a fabricação, a circulação e aceitação de suas moedas chamamos de sistema monetário, tem sua unidade monetária e sua moeda-padrão, que caracteriza o sistema.

Essa diversidade de moeda dá-se o nome de câmbio, ou seja, a troca de moedas de países diferentes, por exemplo, trocar reais por dólares ou euros, etc.

Nas suas relações econômicas internacionais, todo país tem débitos e créditos, que resultam das importações ou exportações de mercadorias, da entrada ou saída de capitais, do pagamento de serviços como fretes marítimos, seguros, etc.

Quando um exportador vende ao exterior, ele recebe um cheque ou uma ordem de pagamento em moeda estrangeira que vende ao banco, este por sua vez, vende esse crédito adquirido (pois o cambio comprado é creditado em sua conta num banco do exterior) ao importador que com ele paga as mercadorias adquiridas no estrangeiro, ou ao turista, ou a qualquer pessoa que tenha de efetuar pagamentos em outro país.

Num mercado livre, a taxa de cambio, ou o valor da moeda estrangeira, varia, segundo a oferta e a procura. São freqüentes, entretanto, os controles cambiais e os sistemas de taxas múltiplas.

Os recursos que um país pode dispor em moeda estrangeira dependem fundamentalmente do volume de suas exportações e da entrada de capitais estrangeiros, que podem ser reforçados por financiamentos ou empréstimos de governos ou de bancos, para fins especiais.

A moeda de um país se desvaloriza nas suas relações de troca com outras quando a oferta destas se mantém limitadas e sua procura cresce muito. O crescimento da procura pode ser resultado da inflação, que significa a expansão excessiva dos meios de pagamentos internos.

A moeda é um instrumento de trocas e um padrão de medida do valor, o que explica que o seu uso seja tão fundamental na vida de toda sociedade moderna baseada numa economia de trocas. Seu valor real ou seu poder aquisitivo, entretanto, não é sempre o mesmo.

Essa instabilidade do valor da moeda tem inúmeras conseqüências na vida econômica e financeira dos povos e dos indivíduos, assim como apresenta vários aspectos de injustiças sociais. Se a mesma quantidade de moedas compra quantidades variáveis de bens, evidentemente uns serão beneficiados em detrimentos de outros.

Por isso é que os países lutam pela estabilidade do valor da moeda, vencer essa luta depende de numerosos fatores, inclusive de orde política, é possível afirmar que estabilidade da moeda indica evolução política de uma nação.

O valor da moeda tem o seu poder aquisitivo reduzido quando o seu volume em circulação aumenta mais do que o volume de mercadorias e de serviços disponíveis no mercado. Quando ocorre esse aumento desproporcional, têm-se uma quantidade maior de dinheiro e uma quantidade menor de mercadorias (e quem têm em menor quantidade quer valorizar aquilo)o que redunda em aumento de preços, é tão conhecida "inflação".

POR JGP